Palavras, escrevo-as na noite.
Sentidas, tingidas, ocultas
No escuro que fica,
quando tudo se apaga.
Olhando em vão
Não deslumbro a vida
escrevo e não sinto nada...
Vazia como a velha fonte
perdida no fim da estrada,
Do que escreves fico suspensa,
e sem perceber, minto.
Tento descobrir-te sem magoa
talvez um rosto sem cara.
Apenas quero entender
o que em ti, em mim, pressinto.
Nas tuas palavras
nunca me encontro
da tua vida não faço parte
sei apenas que entras pela escuridão
Perdida vagueio sem data....
E com as palavras que deitas ao mote
aqueço o coração
tenho medo....
não sei de que se trata.
És apenas coisa nenhuma
que enches de cores a minha noite
podes ser o poeta da vida
ou és apenas palavras sem medida.
Aquelas que me transportam para o meu canto
Aquelas que descubro com encanto
Aquelas em que o meu corpo se enrosca,
quando a luz da noite me afaga.
Palavras da noite,
flores secas,
o miar do gato lá longe
a lua de escrita tingida....
Sonhos, quadras sem nome
eu de mim...
por ti esquecida.....
Poemas originais de Alexandra Bello (Reprodução proibida sem autorização do autor. Todos os direitos reservados.)
Fim de tarde.. Praia de Alvor
domingo, 29 de agosto de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Soneto sem ti
Rasgo a noite no meu sentir
Passo pela vida de fachada
Rio-me com desdém de ti
Perco-me em mim cansada
Deixa-me sentir, deixa-me amar
Quero fugir do que és
Do tudo quanto me dás
Da hipocrisia quando te ris
Quero amar com paixão
Perder-me noutras mãos
Fechar a cicatriz
Quero tanto outra boca
Outros braços em mim
Fugir de ti… ser louca!
Passo pela vida de fachada
Rio-me com desdém de ti
Perco-me em mim cansada
Deixa-me sentir, deixa-me amar
Quero fugir do que és
Do tudo quanto me dás
Da hipocrisia quando te ris
Quero amar com paixão
Perder-me noutras mãos
Fechar a cicatriz
Quero tanto outra boca
Outros braços em mim
Fugir de ti… ser louca!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sem dor
Quero-te
Ouve-me bem
Sacia-me a vontade
Dá-me o teu amor
Tinge-me de saudade
Mata-me a ansiedade
Agarra a minha dor
Se amar é felicidade
Porque tenho no peito
Este torpor?
Porque tenho as mãos molhadas
Porque choro
Porque me escondo…
Se amar é sonhar…
Porque não sonho?
Porque vieste,
Assim pé ante pé?
Entraste em mim
sem me pedir
Agora …
Agora quero sentir
Sentir teu corpo no meu corpo
Sentir teu gosto
Teu cheiro
Teu odor
Vou amar-te?
Não sei…
Fecho os olhos
Derreto o gelo
Crio asas
Solto sorrisos
Corro para ti
Imortal
Imoral
Feliz…
Quase sem dor!!!
Ouve-me bem
Sacia-me a vontade
Dá-me o teu amor
Tinge-me de saudade
Mata-me a ansiedade
Agarra a minha dor
Se amar é felicidade
Porque tenho no peito
Este torpor?
Porque tenho as mãos molhadas
Porque choro
Porque me escondo…
Se amar é sonhar…
Porque não sonho?
Porque vieste,
Assim pé ante pé?
Entraste em mim
sem me pedir
Agora …
Agora quero sentir
Sentir teu corpo no meu corpo
Sentir teu gosto
Teu cheiro
Teu odor
Vou amar-te?
Não sei…
Fecho os olhos
Derreto o gelo
Crio asas
Solto sorrisos
Corro para ti
Imortal
Imoral
Feliz…
Quase sem dor!!!
sábado, 5 de junho de 2010
Cristalina
A madrugada entrou
Fresca, cristalina,
E o meu corpo ainda dormente
Por uma vez só não chorou
Vi-te apenas nos meus olhos
Vi-te espectro de alguém
Sonhei-te sem saber quem
Sempre só para te amar
Como nunca te amou ninguém
Quis beber-te como de uma fonte
A luz de uma bela manhã
Bebi-te como a água límpida
A mais pura
Que refresca
Que sacia
Quis-te só para mim
Num arrepio
Num lampejo
Tal como se rouba um beijo..
Fecho os olhos
Penduro a minha alma
Quedo-me por ti
Receosa
Imprudente
Ai… e o meu desejo ?
Sente…
Na manhã cristalina
Na água da manhã
Vivo,
Acordo,
Lentamente…
Fresca, cristalina,
E o meu corpo ainda dormente
Por uma vez só não chorou
Vi-te apenas nos meus olhos
Vi-te espectro de alguém
Sonhei-te sem saber quem
Sempre só para te amar
Como nunca te amou ninguém
Quis beber-te como de uma fonte
A luz de uma bela manhã
Bebi-te como a água límpida
A mais pura
Que refresca
Que sacia
Quis-te só para mim
Num arrepio
Num lampejo
Tal como se rouba um beijo..
Fecho os olhos
Penduro a minha alma
Quedo-me por ti
Receosa
Imprudente
Ai… e o meu desejo ?
Sente…
Na manhã cristalina
Na água da manhã
Vivo,
Acordo,
Lentamente…
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Cala-te
Cala-te….
Vai-te de uma vez…
Porque não te calas
Desaparece,
Porque quando estou
Sossegada,
Vens, agarras-me
Feres-me….
Luto contigo
Dentro de mim,
Dentro de ti!
Porque?
Porque não te afastas
Deixa-me estar
No meu canto,
Magoada
Não vês…
Que estou cega
Cansada!
Cala-te,
Peço-te,
Imploro-te
Deixa-me
Ressacada
Não venhas
Mexer na lama
Da minha vida
No sujo em que
A deixas-te.
Pérfida, ignóbil,
Triste,
Perdida.
Cala-te
Guarda a tua boca sedenta
Guarda a tua voz rouca
Guarda as tuas mãos
Que me deixam louca
Quero guardar de ti
Apenas o rancor,
Não, não quero o teu amor
De ti não quero nada
De nada!
Tanto que te dei…
Tanto que te amei..
Tanto que te senti…
Vai desaparece,
Morrer por morrer
Morro saturada!
Vai-te de uma vez…
Porque não te calas
Desaparece,
Porque quando estou
Sossegada,
Vens, agarras-me
Feres-me….
Luto contigo
Dentro de mim,
Dentro de ti!
Porque?
Porque não te afastas
Deixa-me estar
No meu canto,
Magoada
Não vês…
Que estou cega
Cansada!
Cala-te,
Peço-te,
Imploro-te
Deixa-me
Ressacada
Não venhas
Mexer na lama
Da minha vida
No sujo em que
A deixas-te.
Pérfida, ignóbil,
Triste,
Perdida.
Cala-te
Guarda a tua boca sedenta
Guarda a tua voz rouca
Guarda as tuas mãos
Que me deixam louca
Quero guardar de ti
Apenas o rancor,
Não, não quero o teu amor
De ti não quero nada
De nada!
Tanto que te dei…
Tanto que te amei..
Tanto que te senti…
Vai desaparece,
Morrer por morrer
Morro saturada!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Fera Mansa
Anda...
Vem ter comigo
Ao covil da fera mansa...
Anda, espeta a tua lança
Na minha carne já dorida.
Vem que o meu corpo
Já não sente,
Se chegas ou se partes
Porque as escaras
São tão profundas
Que me tolhem o sentir
Anda, podes vir
Passa a tua mão
Na minha pele engelhada
Estou nua, despojada
E o meu corpo
Outrora macio
Encolhesse, estremece
Tem frio
Só os meus olhos ainda brilham
Loucos, insanos
Apaixonados
Quando farejam teu cheiro
Teu sangue quente
Ai, e a minha boca, outrora ardente
Geme desassossegada,
Não foi já amor ardente
Foi apenas o teu corpo no meu corpo
Fecha a porta quando saíres...
Já não sinto nada
Vem ter comigo
Ao covil da fera mansa...
Anda, espeta a tua lança
Na minha carne já dorida.
Vem que o meu corpo
Já não sente,
Se chegas ou se partes
Porque as escaras
São tão profundas
Que me tolhem o sentir
Anda, podes vir
Passa a tua mão
Na minha pele engelhada
Estou nua, despojada
E o meu corpo
Outrora macio
Encolhesse, estremece
Tem frio
Só os meus olhos ainda brilham
Loucos, insanos
Apaixonados
Quando farejam teu cheiro
Teu sangue quente
Ai, e a minha boca, outrora ardente
Geme desassossegada,
Não foi já amor ardente
Foi apenas o teu corpo no meu corpo
Fecha a porta quando saíres...
Já não sinto nada
sábado, 17 de abril de 2010
O teu retrato
Recordo a tua voz
Era doce,
o teu sorriso,
feito de tons subtis,
teu perfil,
teu nariz.
Desenho sem querer
a tua boca.
Faço um retrato de ti,
a lápis de carvão.
desenho teu cheiro,
o teu abraço
Construo com uma régua,
ao milímetro a paixão.
Não ponho cores no teu retrato
Fica assim..singelo,
sem aparato.
E já sem me lembrar
porque te quis pintar
vou-te pondo à cor que tinhas.
Um leve tom púrpura rosáceo
um quê de nada ácido
um pequeno toque de ouro
nas pupilas.
Mais uma linha
no teu rosto de marfim
um leve retoque nos lábios,
no teu beijo acobreado,
no teu desejo tom de carmim
E no fim...
Aí no fim...
Rasgo-te em mil pedaços
Era doce,
o teu sorriso,
feito de tons subtis,
teu perfil,
teu nariz.
Desenho sem querer
a tua boca.
Faço um retrato de ti,
a lápis de carvão.
desenho teu cheiro,
o teu abraço
Construo com uma régua,
ao milímetro a paixão.
Não ponho cores no teu retrato
Fica assim..singelo,
sem aparato.
E já sem me lembrar
porque te quis pintar
vou-te pondo à cor que tinhas.
Um leve tom púrpura rosáceo
um quê de nada ácido
um pequeno toque de ouro
nas pupilas.
Mais uma linha
no teu rosto de marfim
um leve retoque nos lábios,
no teu beijo acobreado,
no teu desejo tom de carmim
E no fim...
Aí no fim...
Rasgo-te em mil pedaços
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