Fim de tarde.. Praia de Alvor

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cala-te

Cala-te….
Vai-te de uma vez…
Porque não te calas
Desaparece,
Porque quando estou
Sossegada,
Vens, agarras-me
Feres-me….
Luto contigo
Dentro de mim,
Dentro de ti!
Porque?
Porque não te afastas
Deixa-me estar
No meu canto,
Magoada
Não vês…
Que estou cega
Cansada!

Cala-te,
Peço-te,
Imploro-te
Deixa-me
Ressacada
Não venhas
Mexer na lama
Da minha vida
No sujo em que
A deixas-te.
Pérfida, ignóbil,
Triste,
Perdida.

Cala-te
Guarda a tua boca sedenta
Guarda a tua voz rouca
Guarda as tuas mãos
Que me deixam louca
Quero guardar de ti
Apenas o rancor,
Não, não quero o teu amor
De ti não quero nada
De nada!

Tanto que te dei…
Tanto que te amei..
Tanto que te senti…

Vai desaparece,
Morrer por morrer
Morro saturada!

2 comentários:

  1. este poema diz tudo o que a maioria das mulheres cala uma vida inteira. Muito BOM
    joaquina

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