Fim de tarde.. Praia de Alvor

domingo, 4 de julho de 2010

Soneto sem ti

Rasgo a noite no meu sentir
Passo pela vida de fachada
Rio-me com desdém de ti
Perco-me em mim cansada

Deixa-me sentir, deixa-me amar
Quero fugir do que és
Do tudo quanto me dás
Da hipocrisia quando te ris

Quero amar com paixão
Perder-me noutras mãos
Fechar a cicatriz

Quero tanto outra boca
Outros braços em mim
Fugir de ti… ser louca!

1 comentário:

  1. “Esta noite estavam presentes todas as flores que apanhei para ti e nos caminhos por onde andei colhi as flores e mil sorrisos… “

    Seria assim que começaria um poema a ti dedicado.

    Estive a ler os teus poemas

    Há alguns verdadeiramente belos e muito bem escritos, com intensa profundidade.

    Se verdadeiramente o que escreves é o que sentes, não tenho palavras para as explanar, todas as que encontre serão sempre pequenas perante a eloquência deles

    Atendendo que os teus poemas revelam um estado de alma, Como amigo prefiro não comentar, não entrar em divagações, deixa-los virgens como estão, tudo o que iria dizer seria desvirtua-los e não quero.

    Quero que escrevas, quero que fales que ames, que te ames, que ames os outros e a vida.

    Na tempestade do teu coração há palavras quentes e arrefecidas, também doces e sofridas, o teu amor é imenso, disponível… diluindo-se.

    Humberto

    ResponderEliminar