Fim de tarde.. Praia de Alvor

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Milagres?

E lá ia ela, mulher madura, magra, talvez bonita, de certeza com marcas da vida, com dores e alegrias, e descia, a rua da igreja, daquela pequena vila perdida, e as lágrimas caiam de seu rosto, maquilhado com suavidade, e a sua expressão era de uma dor tão forte que apenas o amor pode pôr num rosto de mulher!!!
Entrou na capela, e ajoelhou, e de repente o zumbindo de mais uma mensagem surgiu no silencio da igrejinha, ela olhou, levantou-se com alguma dificuldade, e saiu.
Seus olhos pareciam o mar cinzento que avistava ao fundo, sua alma, tinha ficado dentro da igreja, e ela , subiu a ruela com o resto da dignidade que ainda lhe restava!
No interior da igreja, tinha ficado em suspenso o pedido de ajuda a Deus," faz com que me ame Senhor!!!!" Tal e qual como uma menininha que ainda acredita em milagres!
E ao subir aquela ruinha da pequena vila, seus sonhos se perderam, suas orações ficaram em suspenso, sua vida tinha retomado o caminho sempre vivido....
Milagres não existem Senhor, muito menos milagres de amor, milagres de amor não mudam uma vida!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mulher despida

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao despir de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada num quiosque de jornais mas, difícil por difícil, também é complicado mostrar nossos pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar o nosso interior. Mas é o que devemos continuar a fazer. Despir nossa alma e mostrar para valer quem somos, o que trazemos por dentro, o que queremos, o que sentimos, o que amamos!
Não conheço strip-tease mais sedutor...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Se tu partires.....

Porquê o vazio...
Se ausência é tão nula,
porquê este frio,
este não sentir nada
esta boca calada
este pronuncio do fim...
Porque se te amo,
se tu és fantástico,
se tu és tudo para mim,
Porque choro eu, amor???

Não partas já...
segura mais um pouco na minha mão,
dá-me o teu abraço
e logo de seguida um beijo
Não partas já, agora não!

Não deixes fugir o tão pouco
que tivemos,
Não o deixes morrer,
Porque se tu partires,
Se tu não vieres...
Tudo vai ficar tão triste
tão quieto, tão inútil,
tão silencioso...

Não partas já amor,
Deixa-me viver só mais um pouco!

domingo, 29 de novembro de 2009

Doce lembrança

A chuva é a minha mais doce lembrança
de um passado que amei
Agora chove dentro de mim
por algo que passou
e nao aproveitei!
Dos nossos mais belos sorrisos,
dos nossos olhos brilhantes
Dos momentos quentes
da felicidade exuberante!

Agora já tudo passou
e eu fico perdida,
como se algo se tivesse partido!
Jamais haverá dias de chuva
tão cheios de vida,
onde chorávamos a rir
e a agua que caia
só alegria continha!

Agora, ate o sol vem sozinho!!
E na minha doce praia de inverno
procuro algo que preencha
os meus dias tristes e inertes.

Onde esta o vento, a chuva
o cheiro da maresia....
Onde estas doce entardecer?
Será que vou procurar-te até morrer?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Inverno

O mar cinzento profundo
O vento doido, desvairado
A chuva cai, não para!
A tempestade é o meu mundo
A tua boca, e num segundo,
Tudo sossega,
Tudo se cala,
E esse amor, que me consome
Que me persegue,
Que me maltrata
É como a trovoada maldita
Que a minha alma retrata...

A minha paixão por ti
É tão insana,
Tão grande, tão louca
Que nem a tempestade
A poupa
Nas ondas do mar revolto
Revivo cada momento,
Cada beijo,
Cada abraço,
E as lágrimas que choro
Vazias…
São como o mar
Salgadas, tristes e frias!

Falta de cor, talvez Preto

O meu sonho
Era tão bonito , azul profundo
Como o mar mais límpido
e era tão colorido,
Onde o vermelho das nossas bocas
se misturava
E o verde dos teus olhos
enchia as manhas de amarelo vivo...
Onde o teu sorriso punha a minha vida
em mil cores e o teu perfume era
da cor de todas as flores!
O meu sonho era cheio de tons
e era tão garrido
Cheio de gargalhadas brancas
como os risos transparentes das crianças...
e o nosso amor era um arco iris
Agora ...
São apenas paginas brancas
Onde escrevo o meu pequeno mundo incolor
e sabes amor
a minha vida perdeu toda a cor
e o preto é como sempre
a cor da minha dor!

domingo, 15 de novembro de 2009

Eram asas...

Eram como asas o meu amor por ti,
asas de ouro ou talvez de marfim.
Asas que o vento quebrou,
Silencio que o amor matou.

Agora já nem amor resta,
nem amor, nem paixão, nem vida.
Agora as minhas asas ja não voam,
só resta a solidão desmedida.

E como são escuros os dias sem asas
que me faziam sonhar tão alto
Para quê? Se eu nem sequer sou pássaro!

Há mas não te preocupes amor....
Porque as minhas asas vão renascer,
Porque é mais facil viver sem amar,
Do que amar para morrer!