Mulher sou eu,
que calo, sofro, amo.
que caio, choro, rio!
Levanto-me da poça de lama,
e renasço,
e á noite dobro-me, enrosco-me,
choro, na minha cama.
E penso, que fizes-te comigo???
Anda, deita a tua cabeça no meu colo,
e deixa que te embale...
Já sem amor, sem paixão,
Já sem ódio, sem sentir...
Deixa que te embale apenas
por vicio ou por gratidão!
Sim...
Sou só mulher, não sou mais nada!
Não sou mais nada, não!
Poemas originais de Alexandra Bello (Reprodução proibida sem autorização do autor. Todos os direitos reservados.)
Fim de tarde.. Praia de Alvor
terça-feira, 9 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Queria....
Queria que soubesses quem sou
Queria que viesses pé ante pé
Queria que me levasses
para onde nunca ninguem me levou
Queria que me amasses
apenas por aquilo que sou...
Queria pedir-te para voltares
Sem nunca a mim pertenceres
Queria que descobrisses
que amar é muito mais que perdoar
è nunca ter...
Queria dizer-te o que sinto
Queria saber se importa,
porque cada vez mais pressinto
que sou como uma luz apagada
á tua porta....
Não sou chama, nem paixão
Não sou aquela, nem sou a unica,
Sou apenas a que chora
em pranto a sua imensa solidão!
Queria que viesses pé ante pé
Queria que me levasses
para onde nunca ninguem me levou
Queria que me amasses
apenas por aquilo que sou...
Queria pedir-te para voltares
Sem nunca a mim pertenceres
Queria que descobrisses
que amar é muito mais que perdoar
è nunca ter...
Queria dizer-te o que sinto
Queria saber se importa,
porque cada vez mais pressinto
que sou como uma luz apagada
á tua porta....
Não sou chama, nem paixão
Não sou aquela, nem sou a unica,
Sou apenas a que chora
em pranto a sua imensa solidão!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O teu sorriso
O teu sorriso
É como a madrugada...
Linda, branca, clara!
O teu sorriso
Esse que me põe louca
por saber que jamais
vou poder beijar a tua boca
Ah...
esses teus olhos tão tristes,
tão magoados,
tão estranhos,
por vezes felizes,
outras talvez cansados
Oh... tu, apenas tu
que passas-te por mim
como uma manhã clara
e deixas-te a minha vida
como uma noite cerrada!!!!
É como a madrugada...
Linda, branca, clara!
O teu sorriso
Esse que me põe louca
por saber que jamais
vou poder beijar a tua boca
Ah...
esses teus olhos tão tristes,
tão magoados,
tão estranhos,
por vezes felizes,
outras talvez cansados
Oh... tu, apenas tu
que passas-te por mim
como uma manhã clara
e deixas-te a minha vida
como uma noite cerrada!!!!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Madrugada...
Não sei se é oceano ou se é mar,
se é verde ou azul profundo.
sei apenas que paro a contemplar
o seu cadenciar, o seu apelo, o seu barulho
É tão vasto, tao imenso, tão punjente.
Quem sou eu ao pé de ti,
meu belo e sereno gigante?
Não sou nada.
E no entanto sou quase tudo
porque ao olhar-te assim de madrugada
Faz-me acreditar que quase podia mudar o mundo...
Se tivesse a tua força, o teu cheiro,
a tua voz, a tua doçura ou a tua ira,
toda a tua magia!
Mudar o mundo não seria facil,
mas ao olhar-te assim,
ó mar,
insana que sou, quase que fui acreditar!!!
se é verde ou azul profundo.
sei apenas que paro a contemplar
o seu cadenciar, o seu apelo, o seu barulho
É tão vasto, tao imenso, tão punjente.
Quem sou eu ao pé de ti,
meu belo e sereno gigante?
Não sou nada.
E no entanto sou quase tudo
porque ao olhar-te assim de madrugada
Faz-me acreditar que quase podia mudar o mundo...
Se tivesse a tua força, o teu cheiro,
a tua voz, a tua doçura ou a tua ira,
toda a tua magia!
Mudar o mundo não seria facil,
mas ao olhar-te assim,
ó mar,
insana que sou, quase que fui acreditar!!!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Frio
A praça do jardim está vazia,
a tarde finda, as folhas caiem...
è apenas mais um fim de dia...
Sinto a ausencia das palavras entrelaçadas,
o silencio dos medos,
Fugiu o tempo dos segredos!
Das lembranças sobrou um tenue sorriso,
os olhos, as lagrimas já lavaram,
o coração, à o coração á muito que partiu.
Fiquei eu...
segura as minhas mãos, segura..
Tenho tanto, tanto frio!
a tarde finda, as folhas caiem...
è apenas mais um fim de dia...
Sinto a ausencia das palavras entrelaçadas,
o silencio dos medos,
Fugiu o tempo dos segredos!
Das lembranças sobrou um tenue sorriso,
os olhos, as lagrimas já lavaram,
o coração, à o coração á muito que partiu.
Fiquei eu...
segura as minhas mãos, segura..
Tenho tanto, tanto frio!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Distancia
Até aqui eu estava aqui, e tu aí!
E mesmo que os nossos olhares se cruzassem
A minha dor não roçava a tua,
Apenas porque a tua não existia....
Agora, eu estou aqui, e tu aí...
Os nossos olhos não se cruzam,
Porque a minha dor é tão grande, que a tua dor,
não consegue suportar a dor que o meu olhar te traria!
Mas a tua dor não existe!
Porque agora já não se cruzam os nossos olhos
Os teus meu amor, estão vazios, ausentes...
Não!
Talvez os teus olhos também chorassem
com pena dos meus...
Inertes, mortos de dor!
Mas sabes... pena não é amor!!!!
E mesmo que os nossos olhares se cruzassem
A minha dor não roçava a tua,
Apenas porque a tua não existia....
Agora, eu estou aqui, e tu aí...
Os nossos olhos não se cruzam,
Porque a minha dor é tão grande, que a tua dor,
não consegue suportar a dor que o meu olhar te traria!
Mas a tua dor não existe!
Porque agora já não se cruzam os nossos olhos
Os teus meu amor, estão vazios, ausentes...
Não!
Talvez os teus olhos também chorassem
com pena dos meus...
Inertes, mortos de dor!
Mas sabes... pena não é amor!!!!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Milagres?
E lá ia ela, mulher madura, magra, talvez bonita, de certeza com marcas da vida, com dores e alegrias, e descia, a rua da igreja, daquela pequena vila perdida, e as lágrimas caiam de seu rosto, maquilhado com suavidade, e a sua expressão era de uma dor tão forte que apenas o amor pode pôr num rosto de mulher!!!
Entrou na capela, e ajoelhou, e de repente o zumbindo de mais uma mensagem surgiu no silencio da igrejinha, ela olhou, levantou-se com alguma dificuldade, e saiu.
Seus olhos pareciam o mar cinzento que avistava ao fundo, sua alma, tinha ficado dentro da igreja, e ela , subiu a ruela com o resto da dignidade que ainda lhe restava!
No interior da igreja, tinha ficado em suspenso o pedido de ajuda a Deus," faz com que me ame Senhor!!!!" Tal e qual como uma menininha que ainda acredita em milagres!
E ao subir aquela ruinha da pequena vila, seus sonhos se perderam, suas orações ficaram em suspenso, sua vida tinha retomado o caminho sempre vivido....
Milagres não existem Senhor, muito menos milagres de amor, milagres de amor não mudam uma vida!
Entrou na capela, e ajoelhou, e de repente o zumbindo de mais uma mensagem surgiu no silencio da igrejinha, ela olhou, levantou-se com alguma dificuldade, e saiu.
Seus olhos pareciam o mar cinzento que avistava ao fundo, sua alma, tinha ficado dentro da igreja, e ela , subiu a ruela com o resto da dignidade que ainda lhe restava!
No interior da igreja, tinha ficado em suspenso o pedido de ajuda a Deus," faz com que me ame Senhor!!!!" Tal e qual como uma menininha que ainda acredita em milagres!
E ao subir aquela ruinha da pequena vila, seus sonhos se perderam, suas orações ficaram em suspenso, sua vida tinha retomado o caminho sempre vivido....
Milagres não existem Senhor, muito menos milagres de amor, milagres de amor não mudam uma vida!
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