E da tua boca se fez água
E dos meus olhos se fez sede
No meu coração a magoa
Do teu silencio que fere
E da doce cobardia
Se fez a vida,
E do marasmo perdido
A despedida
E na minha alma cansada,
E nas lágrimas que caiem,
Olhando o imenso mar…
Resta a esperança
De encontrar bem fundo,
A forma de não te amar.
Poemas originais de Alexandra Bello (Reprodução proibida sem autorização do autor. Todos os direitos reservados.)
Fim de tarde.. Praia de Alvor
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Quase Tudo
Escorre pelos meus dedos
A vida….
E pela minha face
As lágrimas da despedida
Não foi nada
Eu sei…
Foi apenas um quase tudo
E foi á espera que fiquei.
Deixa,
É como uma manha de chuva
É como uma noite em branco
É como toda a minha vida
Que calo bem fundo
E que se desfaz em pranto
A vida….
E pela minha face
As lágrimas da despedida
Não foi nada
Eu sei…
Foi apenas um quase tudo
E foi á espera que fiquei.
Deixa,
É como uma manha de chuva
É como uma noite em branco
É como toda a minha vida
Que calo bem fundo
E que se desfaz em pranto
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Hoje...
Hoje o mar foi apenas o mar
e a areia apenas a areia
Hoje não houve luz
nem gaivotas a voar.
Hoje não houve amanhã
Nem sorrisos,
Nem areias prateadas
Hoje nem o sol me aqueceu.
Hoje na minha praia
Não houve poesia,
Nem sorrisos
Nem crianças que riam....
Hoje na minha vida
estava o mar, o céu,
e os meus sonhos
que partiam.
e a areia apenas a areia
Hoje não houve luz
nem gaivotas a voar.
Hoje não houve amanhã
Nem sorrisos,
Nem areias prateadas
Hoje nem o sol me aqueceu.
Hoje na minha praia
Não houve poesia,
Nem sorrisos
Nem crianças que riam....
Hoje na minha vida
estava o mar, o céu,
e os meus sonhos
que partiam.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sabes...
Sabes
a vida não é uma paixão
é um lamento,
não é uma pagina garrida
de um jornal á toa.
É talvez uma nuance esbatida,
uma folha cinzenta
com uma letra colorida.
Sabes
A vida é apenas
o vôo de um passaro,
Não é um céu imenso
é uma gota d´agua
é um lenço que se assena
para alguem que vai de partida.
Sabes...
A vida não é uma paixãp,
é apenas uma despedida!
a vida não é uma paixão
é um lamento,
não é uma pagina garrida
de um jornal á toa.
É talvez uma nuance esbatida,
uma folha cinzenta
com uma letra colorida.
Sabes
A vida é apenas
o vôo de um passaro,
Não é um céu imenso
é uma gota d´agua
é um lenço que se assena
para alguem que vai de partida.
Sabes...
A vida não é uma paixãp,
é apenas uma despedida!
Negro
Eu sei,
eu gosto do negro, da morte
do silencio....
Eu gosto de pensar até doer
Eu gosto da minha sorte!
Se é sorte
chorar sem ninguem ver
Amar-te e sofrer
Se é sorte
Sonhar e nunca ter
se isso é sorte...
Então, veste-te de negro!
eu gosto do negro, da morte
do silencio....
Eu gosto de pensar até doer
Eu gosto da minha sorte!
Se é sorte
chorar sem ninguem ver
Amar-te e sofrer
Se é sorte
Sonhar e nunca ter
se isso é sorte...
Então, veste-te de negro!
Poesia
Um poema
é um momento
um flash de luz
um pensamento
Pode ter dor
Alegria
Amor
e até poesia
Um poema
é um segredo
que se cala bem fundo
é uma chama
é um mundo
Não é nada
a poesia
é apenas
a nossa alma
vazia!
é um momento
um flash de luz
um pensamento
Pode ter dor
Alegria
Amor
e até poesia
Um poema
é um segredo
que se cala bem fundo
é uma chama
é um mundo
Não é nada
a poesia
é apenas
a nossa alma
vazia!
Perdoa Jesus
Meus olhos
Perdidos
Nos fundos de sonhos remotos
Perfumes suaves
Das brancas violetas
Distantes dos anos
Meus labios
Tremendo
Sonhando formas de labios
com outros contornos
Meus abraços
em Cruz (Perdoa Jesus!)
sentido o apelo distante
e vago
dos teus afagos
Meus dedos
inertes
Para ternuras tantas
Aos dedos que eu queria
e estão tão distantes
Meus pés
já cansados
pisando
com dor
de rosas e espinhos,
ou lirios, Senhor?
Sorris-te
e puses-te
sobre os meus ombros nus
o peso inteiro
da mais bela Cruz!
(7-1986)
Perdidos
Nos fundos de sonhos remotos
Perfumes suaves
Das brancas violetas
Distantes dos anos
Meus labios
Tremendo
Sonhando formas de labios
com outros contornos
Meus abraços
em Cruz (Perdoa Jesus!)
sentido o apelo distante
e vago
dos teus afagos
Meus dedos
inertes
Para ternuras tantas
Aos dedos que eu queria
e estão tão distantes
Meus pés
já cansados
pisando
com dor
de rosas e espinhos,
ou lirios, Senhor?
Sorris-te
e puses-te
sobre os meus ombros nus
o peso inteiro
da mais bela Cruz!
(7-1986)
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